segunda-feira, 29 de junho de 2015

Guma: Herói Ou Vítima Do Mar Morto


pois o mar é um mistério
que nem os velhos marinheiros entendem.
Jorge Amado

Pretendo empreender uma breve análise em torno da personagem de Gumercindo, que possui o apelido de Guma, no romance Mar Morto de Jorge Amado. Mar Morto é um romance no qual o autor descreve o cotidiano e a importância do mar na vida de uma comunidade do cais. As pessoas que ali vivem e sobrevivem são extremamente humildes levando uma vida muito simples. A sobrevivência deles depende do mar como meio de transporte, com os alimentos que vem da pesca e nos ritos religiosos para homenagear / saudar Yemanjá. Na crença do povo local as águas do mar pertencem à Yemanjá, e ela defende as pessoas que vivem no mar, mas no dia em que os marítimos morrem vão para as Terras de Aiocá com a sua protetora. Guma é um dos atores deste cenário do cais junto com seus amigos e seu tio o velho Francisco, que ensina Guma o trabalho nos saveiros. Guma torna-se um jovem apaixonado pelo mar, e tem um amor tão intenso que é capaz de colocar sua própria vida em risco inúmeras vezes desafiando a força natural das águas.

Essa sua valentia e domínio nas artes do mar e dos saveiros o transforma em uma espécie de herói quando salva um navio de nome ‘Canavieiras’.

Logo em seguida é reconhecido por todos como um herói e em uma festa de Yemanjá vê uma linda moça, Lívia, que será sua esposa no futuro.

Lívia porém não está habituada com a vida do mar, e após seu casamento com Guma, vive temerosa de que um dia receba a notícia da morte do marido nas águas. Como precaução decide viajar na companhia de Guma. A princípio ele gosta da presença de Lívia e há um clima de romance em toda esta atividade.

Algumas mulheres de outros marítimos procuram adaptá-la na nova vida, explicam que a vida do mar é assim mesmo com muita naturalidade. Diversas vezes se ouve a canção: ‘É doce morrer no mar...’entre outras.

Em um determinado período da vida de casado Guma sente-se atraído por outra mulher,Esmeralda, durante o período  da gravidez de Lívia. Embora sinta-se culpado por trair a esposa e o amigo Rufino, não consegue resistir às investidas e insinuações. Mas para os princípios da lei do cais ele deveria morrer pelo erro cometido!

Guma sofre um acidente em uma de suas andanças marítimas fica ferido e perde o saveiro. Lívia e seus tios oferecem a sociedade na quitanda deles na cidade alta. Guma prefere permanecer como marítimo. Ele adquire um novo saveiro com um empréstimo de João Caçula, e a ajuda quase espontânea do Dr. Rodrigo, mas promete que deixará o mar quando as dívidas estiverem liquidadas. A esposa dá a luz a um menino lindo. Guma começa a realizar algumas viagens contrabandeando seda junto com os árabes. Desta forma consegue saldar suas contas, mas termina surpreendido em uma tempestade no mar, após salvar dois tripulantes do saveiro morre sem que seu corpo possa ser resgatado pelos familiares e amigos.

Lívia fica muito triste e aflita, porém passado o sofrimento maior decide prosseguir no mar navegando com Rosa Palmeirão. 

Será que podemos atribuir a Guma, o herói marítimo em Mar Morto, a afirmativa de Nietzsche (1992, p. 130) sobre o herói trágico? Quando diz que: "o herói trágico alegra-se com o seu aniquilamento." Pois no caso específico de Guma na perspectiva do herói que desde o início tem o conhecimento / a percepção de seu destino, mas contudo não abandona sua trajetória desenvolvendo cotidianamente seu trabalho árduo na travessia das águas.

E o que vamos assinalar a respeito da atuação das mulheres nesta cena toda, eu atribuo que são em parte heroínas, e têm o seu estandarte protagonizado na pessoa e na ideia de d. Dulce, a professora, que está sempre sonhando / vislumbrando um possível milagre na vida do povo do cais, embora Dr. Rodrigo, o médico que trata as famílias do cais, não creia nesta possibilidade.

Por que estes homens e estas mulheres permanecem nesta situação de vida, presos ao mar para sobrevivência, à medida que vão perdendo sua própria vida?

Talvez seja o amor à tradição de viver em torno das águas que pertencem a Yemanjá, a Senhora que possui cinco nomes, que recebe as homenagens dos homens e das mulheres nas festas que lhe são dedicadas, mas mesmo assim os transporta para as "As Terras de Aiocá", quando passam da vida para a morte.

E esta força mística está presente nas canções, nas poesias e no movimento do vai e vem das ondas, como se a vida de todas estas pessoas fosse ritmada pelo movimento marinho, pois o autor refere que o próprio modo de caminhar das pessoas ligadas ao mar é diferente das que vivem na Terra.

O exercício de arrastar o saveiro para dentro e para fora do mar e retornar inúmeras vezes com vida não é garantia de imortalidade. Muitos relatos apontam que mesmo o mais peritos acabam sendo surpreendidos...na sua hora derradeira. E esta é a ansiedade de Lívia e de todas as mulheres dos homens que trabalham nos saveiros, sem contar a incerteza dos recursos financeiros que são escassos ou sazonais, nestes momentos então eles necessitam alternativas, como por exemplo, aceitar um trabalho de transporte de carga por menor preço, realizar viagens de menor curso, trabalhar na pesca ou no conserto de velas e de saveiros aguardando dias melhores, que nem sempre chegam.

Guma viveu este drama, quando estava muito próximo de ser coroado de êxito, semelhante a Édipo triunfante em Tebas, é tragado pelas águas deixando junto da família e de seus amigos apenas sua heroica lembrança, pois nem mesmo seu corpo físico foi resgatado, transformado talvez em uma estrela do mar ou cavalo marinho?


Referências

AMADO, Jorge.Mar Morto. São Paulo: Livraria Martins Editora, S.A., 1936.
NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo. Tradução, notas e posfácio: J. Guinsburg. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.


Eloísa Silva Moura


quinta-feira, 11 de junho de 2015

SCHNEIDER, Henrique. O tempo quase. Belo Horizonte: Lê, 2014. 64 p





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O tempo quase, de Henrique Schneider, além de posicionar o leitor diante de um sentido de quase, ao abordar o tema da morte na adolescência, o coloca em contato principalmente com a criação literária, dado que nas orelhas do livro desenvolve, em forma de crônica, um contraponto ao enredo da novela. Tanto na declaração “é o meu primeiro livro dirigido ao leitor adolescente” como na afirmação “a literatura não está aí para responder perguntas ou passar mensagem”, o escritor continua no terreno da criatividade, em espaço geralmente ocupado pelo texto de opinião.

No acúmulo da crítica a narrativas anteriores, encontram-se apreciações que podem ser constatadas também em O tempo quase. O leitor tem a impressão de vivenciar os acontecimentos, justamente pela intensidade dramática com que o escritor constrói as cenas. Consistente, a linguagem é moderna e bem realizada, do ponto de vista da mistura da língua portuguesa com a contribuição da linguagem advinda da expressão da juventude. De maneira absolutamente fascinante, conta o motivo que levou Martina ao ato desvairado de tentar a morte, de terminar com a própria vida, o que tem a ver com suas dúvidas, sobre o momento certo de ceder ao desejo do corpo.

Em visita ao site de Henrique Schneider, cujo endereço encontra-se ao pé da segunda orelha, é possível reconstituir um retrato de escritor. Natural da cidade de Novo Hamburgo, onde ainda reside, há muito tempo transita na advocacia, na imprensa e na cena literária. Ainda jovem publicou a primeira novela, Pedro Bruxo (1984), em edição da Metrópole e reedições da Caetés, pequenas editoras. Em seguida, retorna com O Grito dos Mudos (1989), vencedor do Prêmio Maurício Rosemblatt, na categoria Romance, editado pela L&PM e mais tarde pela Bertrand Brasil. Este romance obteve excelente recepção da crítica, que apontou no escritor o domínio da arte e poder de comover o leitor. Com A Segunda Pessoa (1999), publicado pela Mercado Aberto, repete o acerto de mão no ato de contar a história, prosa sensível, que desnuda aos olhos do leitor a história de uma separação, conforme observou a escritora Simone Saueressig. O quarto romance vem após quase uma década e arrebata o Prêmio Livro do Ano, da Associação Gaúcha de Escritores/Ages, na categoria narrativa longa. Contramão (2007) conta a história de um homem que ao fugir de um acidente segue em direção a seu destino.

A representação do drama do suicídio na adolescência se configura, de acordo com O tempo quase, como um acontecimento na vida de famílias felizes, normais, em que o jovem tem as necessidades atendidas e a proteção dos pais. A médica Anita e os pais de Martina concordam em que seus filhos adolescentes vivem com o melhor. “Eu entendo a sua angústia. Também sou mãe, tenho dois filhos adolescentes em casa. A gente faz o melhor que pode, mas nem sempre funciona: às vezes o nosso melhor passa ao lado do problema”. Contudo, o escritor extrapola o horizonte familiar ao introduzir na história a personagem do psicólogo, plantonista no hospital, cuja interlocução recoloca o problema em dimensão mais ampla. Na longa cena de seu encontro com os pais de Martina, duas intervenções se sobressaem: “a adolescência não é fácil de atravessar, e em alguns casos ela pega mais forte” e “nós não sabemos o que se passa na cabeça e no coração de quem namora. Sabe-se lá as expectativas de Martina com este namoro, o quanto dela está jogado nesta relação”.

Com sua tentativa de suicídio, Martina abre um mundo de complexidades da idade jovem que raramente os adultos conseguem perceber. Mas alguns adultos, sem saber, conseguem agir perante a dificuldade, por um sentido maior, como o faz a mãe Sônia. No curto espaço de tempo, entre a descoberta do corpo pálido e olhos revirados até o momento em que abre os olhos no quarto de hospital, Henrique Schneider costura um mosaico de pequenas cenas que circunscrevem de modo poético um fato insólito como o suicídio. Perante a morte, quem morre já não pode dizer palavras, mas deixa entrelinhas. E o que dizer das entrelinhas desta novela?

As entrelinhas, quando descobertas, revelam um conjunto de experiências poéticas, escritas e faladas, que continuam em vigor no universo da juventude. Após a entrada na UTI, um atendente entrega a Sonia um papel encontrado na roupa da filha. No bilhete, Martina informa que não quer mais viver, não consegue viver sem Eduardo. Eis a confissão amorosa sempre atual. Eduardo fica sabendo da situação e vai ao hospital. Os pais informam que Martina está na UTI e não pode receber visitas. Eduardo decide sair e procurar alguém com quem possa conversar. Procura um amigo e sentam a conversar na lanchonete próxima de casa. Eis o valor da amizade. A médica quebra as regras de horário da UTI e deixa Sônia e Renato entrarem no quarto para ver a filha Martina. Neste momento, há o questionamento da mãe feito ao pai sobre a razão pela qual a filha tomara aquela decisão. Esquecem o drama, procuram ver onde poderia ter sido diferente. Eis o sentimento maior que tudo supera.

No curso da novela, Henrique Schneider intercala outros registros literários além do bilhete. Além de imagens como “a noite batendo clara em seus rostos” (capítulo 9) e “teias de aranha guardadas nos olhos” (capítulo 10), o leitor encontra páginas do diário de Martina, em duas ocasiões diversas, relatando em uma o primeiro encontro com o namorado, e na outra o medo de como será a primeira vez com Eduardo. E ainda, a enriquecer a novela, há duas páginas registrando o pensamento interior da mãe. Nelas, o escritor expõe ideias que oportunizam rever a denegação – que aparece também em outras passagens do texto – e pode tornar a leitura bastante oportuna. O cuidado com que constrói sua literatura, destinada ao público jovem, reafirma a perspicácia de escritor e o legado crítico que tem acolhido sua obra.



Wagner Coriolano de Abreu, autor de “Quando o teatro encena a cadeia” (Ensaio, Editora Unisinos) e “Sempre aos pares” (Crônicas, Editora Carta Capilé), professor universitário, vive em São Leopoldo – RS.

Reunião do sia 10 de junho de 2015


Nossa reunião teve apenas uma pauta: refletir sobre a validade de continuarmos com o Fórum do Livro,  da Leitura e da Literatura, uma vez que foi eliminada a Secretaria de Cultura de São Leopoldo e refletirmos sobre a continuidade de nossas reuniões.
Conclusão: vamos continuar com o Fórum do Livro, da Leitura e Literatura e com as nossas reuniões.
O leitor passará a encontrar neste blog mais assiduamente artigos sobre livros e literatura, além de poemas, crônicas,  contos e notícias sobre os assuntos: livro, leitura e literatura.

domingo, 22 de março de 2015

Reunião do dia 11 de março de 2015

1ª Reunião de 2015

Presentes: Elvira, Jacy, Jandira, Mardilê.

Ficou decidido na reunião:

1) Desde o ano de 2014, vimos desenvolvendo a ideia de organizarmos duas oficinas sobre livros que viraram filmes, para o Ensino Fundamental: uma para crianças das séries iniciais e outra para as das séries finais. Nesta reunião, chegamos às seguintes conclusões:
A) Para as séries iniciais, escolhemos texto e filme  "Branca de Neve" e "Chapeuzinho Vermelho";
B) Para as série finais, "A Culpa é das Estrelas".

2) Uma preocupação é a pouca frequência dos membros, o que limita muito nossa abrangência e divulgação e nosso desejo de concretizarmos ações. Em vista disso, resolvemos fazer uma tentativa de mudar o dia para as primeiras segundas-feira do mês, portanto a próxima será no dia 6 de abril.

3) O tema da próxima reunião será uma análise psicológica dos contos de fada, principalmente "Branca de Neve" e "Chapeuzinho Vermelho". Isso para podermos nos preparar melhor para as oficinas. A abordagem do tema ficou a cargo da Jandira.

Mardilê F Fabre

domingo, 16 de novembro de 2014

Reunião de 12 de novembro de 2014




Presentes: Elvira, Wagner, Jacy, Mardilê, Jandira, Eloisa

Elvira abriu a sessão e passou a palavra para Wagner, que fez um relatório pontual da reunião do Conselho de Cultura (convocado pelo Secretário de Cultura e Turismo), no qual estiveram presentes, além dele e do secretário, Marco Filipin, um representante da ação social, um representante do turismo, das artes cênicas, dois do CLTG (Centro Leopoldense de Tradições Gaúchas), que teve como principal pauta:

1) eleição do novo conselho;

2) fórum de comunicação - será organizado para chamar os não participantes;

3) Fundo Municipal de Cultura - o que já foi realizado e como está sendo feito o pagamento dos últimos projetos contemplados;

4) Conjuntura do Plano Municipal de Cultura - metas para 10 anos. Nosso município se isolou, tanto do Governo Estadual como do Federal;

Prêmio Sérgio Farina - Do jeito que foi criado, há uma burocracia que o engessa e fica difícil realizar os trâmites burocráticos. O governo municipal está organizando. Sobre o último, nem todos os participantes receberam um exemplar do livro, porque foram impressas poucos. Já foi providenciada a impressão de mais exemplares e enviados para eles;

6) Feira do Livro - acontecerá dentro da biblioteca, durante um ou dois dias, só para não "passar batida".

Elvira retomou a palavra e falou sobre a atividade específica do Fórum: preparar palestra sobre obras literárias que deram origem a filmes.

Foram escolhidas duas:
1) Branca de Neve - para alunos de 1º a 4º anos
e
2) A culpa é das estrelas para os outros anos do Ensino Fundamental .

Ficou decidido que, na reunião de dezembro, serão estudados filme e obra Branca de Neve e na 1ª reunião de 2015, março, A culpa é das estrelas.


Mardilê - secretária 

domingo, 12 de outubro de 2014

Reunião de 8 de outubro de 2014

Presentes: Elvira, Coriolano, Jacy, Jandira, Mardilê.

Elvira iniciou a reunião, lembrando que na reunião anterior, havíamos refletido sobre a possibilidade de organizar um curso livre sobre incentivo à leitura. Focamos dois pontos: literatura infanto-juvenil e cinema e literatura.

Quanto ao primeiro item, a sugestão foi trabalhar livros sobre mitologia de Rick Riordan com o objetivo de preparar professores multiplicadores,  os quais dariam sugestão de como desenvolver a proposta.

Sobre o item cinema e literatura, devido à grande quantidade de obras literárias que já foram adaptadas para o cinema, pensou-se que o ideal, em primeiro lugar, seria escolher  as obras para, então, dar os passos seguintes:
- elaborar um projeto e apresentá-lo aos diversos setores ligados à educação e à cultura;
- organizar sessões de "treinamento" dos membros do Fórum que se propõem a desenvolver este trabalho.

Deliberações
Ficou resolvido que os membros do Fórum enviem até a reunião do dia 10 de dezembro p.v., sugestões de filmes que tenham nascido de obras literárias.

Outro item que foi colocado em pauta por Wagner seria a possibilidade,  e aceitação pelos participantes do Fórum, de convidar membros de outros fóruns, como teatro, dança, artes visuais e tradições gaúchas para a próxima reunião, dia 12 de novembro, a fim de que seja retomada a reconstituição do Conselho Municipal de Cultura. Os presentes aceitaram por unanimidade reunir-se com pessoas de outros fóruns e discutir ações a fim de reconstituir o Conselho Municipal de Cultura. Wagner ficou encarregado de fazer os convites.

Mardilê - Secretária

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Reunião do dia 9 de julho de 2014



Presentes:  Elvira, Jandira, Jacy, Mardilê.


      Na reunião anterior, ficara combinado que o Aquino entraria em contato com a diretora da Escola Polissinos para oferecer projetos sobre literatura organizados pelo Fórum do Livro, Leitura e Literatura, que atendam a demanda do público da escola.

      Ele não pode participar da reunião, entretanto informou por telefone que conversou com a diretora, que se mostrou interessada e que iria colocar o assunto na pauta da reunião pedagógica da escola do próximo mês, a fim de  saber dos professores que assuntos lhes interessam.

      Jandira sugeriu que o Fórum entrasse em contato com a Secretaria de Cultura e Turismo para organizar um evento
aberto a ser realizado na Feira do Livro deste ano, como, por exemplo, a discussão em público de uma obra infanto-juvenil, que fosse de interesse preferencialmente de alunos e professores.

      Como houve alteração na coordenação da Biblioteca Pública, foi-nos informado que as reuniões só poderia ir até as 19h30, hora em que encerra o expediente. Assim, resolveu-se antecipar o início das reuniões para as 18 horas.

Mardilê - Secretária